Dicas de viagem para a Ilha de Marajó | Rumo Norte Expedições

Dicas de viagem para a Ilha de Marajó

A Ilha de Marajó ainda é um lugar com pouca infraestrutura para viajantes independentes. Esperamos que este cenário mude nos próximos anos, mas o fato é que você poderá encontrar alguma dificuldade para encontrar informações ou até mesmo fazer contato com pousadas e atrativos da ilha. A telefonia é ruim e oferece muitos problemas.

Por esse motivo, recomendamos que você contrate um receptivo ou guia local, pois além de estar em boas mãos, você poderá se preocupar somente em curtir os passeios, em vez de se preocupar com a organização deles. Confira abaixo outras dicas:

Se você pensa em visitar Marajó rapidinho, agora a ilha dispõe de lanchas rápidas que fazem a viagem em duas horas até a cidade de Soure, na parte Leste da Ilha. Contudo, você terá um tempo de permanência pequeno em solo marajoara, cerca de 4 horas para visitar alguns atrativos na cidade. Então se você não quer fazer nada correndo e com pressa recomendamos o tempo mínimo de 3 dias de permanência (ou 2 pernoites).

Avistamento nos campos de Marajó

Avistamento de vida silvestre nos campos de Marajó

Marajó é formada por fazendas que, historicamente, descendem das Sesmarias criadas no período colonial. Isso provoca um efeito que limita o seu deslocamento no seu interior. Saindo das sedes das cidades, você estará em terras de fazendas, onde o acesso é limitado, assim sendo, se você pensa em transitar livremente pela ilha, isso não será possível a menos que você possa contar com apoio de um receptivo ou guia local que possa providenciar todas as autorizações.

A região Leste da ilha possui uma área protegida por uma Unidade de Conservação sob jurisdição Federal, a Reserva Extrativista Marinha de Soure, administrada pelo ICMBio – Instituto Chico Mendes da Biodiversidade, que abrange uma área de 29.000 ha, formada por manguezais (os maiores do Brasil – com árvores de até 40 m), praias, restingas, dunas, igarapés, canais de maré, furos, campos alagadiços e pântanos salinos.

comunidade-pesqueiro

Comunidade de pescadores da Vila de Pesqueiro, RESEX de Soure.

É nessa mesma região que vivem da pesca, comunidades praieiras, que surgiram com as áreas de pesca históricas – como os “pesqueiros reais”, já mencionados nos documentos oficiais da coroa portuguesa – e como refúgio de trabalhadores das fazendas. Atualmente, moram cerca de 400 famílias sujeitas à forte dinâmica das macromarés, que forçam essas comunidades a mudar de lugar suas habitações de tempos em tempos.Além disso a totalidade da Ilha de Marajó faz parte de uma APA – Área de Proteção Ambiental Estadual. Sua visita está condicionada a algumas regras de visitação, como a proibição de caça em toda a Ilha e ao tráfego de veículos nas praias.

Em nosso eBook você encontra nossa sugestão de passeios para realizar ao longo de 3 dias. Você pode ter ouvido falar de outros passeios, que podem ser feitos de barcos, jipes, a pé, de bicicleta e à cavalo, e que levam o visitante aos campos alagados e às matas, com experiências conectadas também às singulares manadas de búfalos, que certamente necessitarão de acompanhamento e licença prévia das fazendas.

 

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