Último voo da temporada de Pororocas 2016 | Rumo Norte Expedições

Último voo da temporada de Pororocas 2016

Eu ainda era criança quando ouvi falar da Pororoca. A primeira vez, na década de 70, num programa de TV chamado "Amaral Neto, O Repórter", mais tarde, já na década de 80, no documentário do pesquisador francês Jacques Cousteau! Essas imagens me acompanharam desde então, imagino que agora acompanharão nossos clientes também!

A Pororoca ocorre em diferentes lugares ao redor do mundo e em 2016, a Rumo Norte Expedições, decidiu voltar a sobrevoar essa que acontece no Arquipélago de Marajó, lugar que abriga a maior Ilha do Brasil, ao Norte do Estado do Pará.

Este ano foram ao todo 6 decolagens, com 26 felizardos, que compartilharam conosco momentos de apreensão pela espera de tempo bom para decolar, ansiedade pelo suspense e até incerteza de encontrar a onda, adrenalina pelo voo baixo e prazer pelo encontro com a onda. Algumas ondas foram pequenas, outras maiores. Em um dos voos não conseguimos avistar a onda, mas o sobrevoo sobre a Ilha de Marajó proporcionou imagens tão fantásticas, que o prazer de voar foi indescritível!

Todos compartilharam do verdadeiro espírito da “ad ventura”!

A partir de janeiro iniciaremos a temporada 2017, veja se sua agenda combina com uma das datas previstas e faça sua reserva nesta aventura que vai ser lembrada para o resto da sua vida!

Entenda a Pororoca

Por causa do seu grande volume de água, o Rio Amazonas geralmente joga suas águas 300 km mar a dentro. Contudo nas marés de sizígia, ou seja, nas marés que ocorrem nas luas nova e cheia, os efeitos gravitacionais do alinhamento lunar e solar atuando em conjunto, reforçam uns aos outros, produzindo as maiores marés altas e as menores marés baixas. Por sua vez, as marés de equinócio, ou seja, quando o sol em sua órbita vista da terra, cruza a linha do equador, são as maiores do ano.

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Pororoca surgindo

A pororoca acontece quando a maré enchente do Oceano Atlântico corre para dentro da boca do rio, alterando o fluxo de água do rio e criando uma onda que se move rapidamente rio acima. Em outras palavras é como se o mar transbordasse para dentro do rio como uma tsunami. Com uma monstruosa força destrutiva, as ondas com comprimento de 3 a 26 metros, altura que pode atingir nessa região até 4 metros, são sustentadas por longos 30 minutos e, algumas vezes, podem chegar a 2 km de largura ao longo do Canal Perigoso, que separa as Ilhas Mexiana e Caviana.

Fases da Lua

Fonte da ilustração: https://pt.wikipedia.org/wiki/Fases_da_Lua

A erosão nas margens das ilhas e os sedimentos depositados pelo Rio Amazonas e seus tributários ao longo do Canal Perigoso fazem com que as águas fiquem mais rasas e o mar entre no rio com uma força ainda maior, a onda literalmente chacoalha o leito do Canal, como um grande liquidificador, dando à água uma coloração “cor de lama”. Devido à natureza irregular do leito do rio as ondas resultantes são imprevisíveis na sua altura, força e duração.

A chegada da pororoca é furiosa e barulhenta, mas fecha um ciclo natural na vida dos ribeirinhos, habitantes das margens do rio, e que é essencial para suas vidas!

 

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